No âmbito da comemoração dos vinte e oito anos da Escola Superior de Educação de Viseu, desenvolveram-se nove painéis de formação e profissão (networks) subordinados aos temas cuja matriz suporta os diversos cursos de primeiro e segundo ciclo desta unidade orgânica.
No que respeita ao curso de Comunicação Social e ao mestrado de Comunicação e Marketing, o tema explorado foi o Neuromarketing, tendo para este efeito sido convidado Fernando Rodrigues num painel moderado por Teresa Antas Barros, coordenadora do curso de Comunicação Social.
Após um breve enquadramento do tema e da apresentação, a cargo do convidado, os presentes foram interpelados com a questão: “o que é, e para que serve o neuromarketing?”.
O director da Psicossoma explicou que o neuromarketing estuda a mente do consumidor, e de forma a contextualizar a temática recorreu à apresentação de um vídeo que espelha as diferenças entre a publicidade anterior ao aparecimento da televisão e a publicidade actual, sublinhando a importância do surgimento de um novo canal de comunicação que é hoje a Internet. Neste contexto e, numa era de cepticismo onde já se torna difícil chegar ao cliente, referiu os estudos desenvolvidos por António Damásio, na área do marketing, cruciais na tentativa de colmatar a necessidade de observar os aspectos técnicos do marketing.
Numa demonstração coesa e coerente apresentou alguns exemplos, recorrendo a imagens e vídeos, que pretendem demonstrar como o cérebro humano e as diferentes áreas que o compõem são, por si só, responsáveis por estímulos, desejos, medos e significados pessoais, que devidamente explorados pelo marketeer podem levar o consumidor a optar por determinada marca em detrimento de outra. Apresentou como exemplo o “trailer” de um dos mais recentes êxitos de bilheteira cinematográfica, o filme Avatar. Explicou que foram seguidas várias técnicas de marketing que utilizam o tipo de música, a cor e mensagens subliminares de forma a estas conseguirem produzir um determinado efeito no cérebro do telespectador, sempre com o propósito de atingir o objectivo final, a venda.
No decorrer deste painel Fernando Rodrigues dinamizou a sua comunicação com a utilização de exercícios que demonstram aos presentes a previsibilidade da mente humana e, contrariamente ao que vulgarmente se pensa, o forte condicionamento a que todas as nossas decisões estão sujeitas quando oportunamente aproveitadas pela publicidade.
Enfatizando a grande susceptibilidade de alteração das tendências, e a sua relevância na utilização das técnicas publicitárias, introduziu as “trends” para o ano de 2010/2011 recorrendo a apresentações em power point nas quais são visíveis imagens do cérebro humano que aparecem destacadas conforme as várias situações a que são sujeitas.
Com a utilização de cognomes, como por exemplo, “o nostálgico”, nome atribuído ao Hipocampo, que explicou ser a zona do cérebro responsável pelas memórias do indivíduo, e que associa à utilização do facebook, pretende simplificar a compreensão das diferentes tendências a ter em conta e que surgem como que personificações das zonas cerebrais envolvidas nos diferentes processos. Fernando Rodrigues exemplificou de forma exímia como todo o processo químico cerebral é responsável pelas nossas decisões, estados de espírito, fontes de insatisfação e desejo, tal como a identificação das tendências a ter em conta na prossecução do objectivo do publicitário. Desta forma e, utilizando sempre como exemplos, situações actuais e hábitos vulgarmente partilhados por todos, como a utilização das redes sociais, conseguiu levar os presentes a perceber que qualquer processo de produção publicitária, marketing ou promoção envolve um estudo prévio, fundamentado e elaborado de forma propositada, que tem como objectivo final a persuasão do consumidor e por conseguinte a venda.
Sandra Pereira
Nuno Lopes
Carina Paulo
Rosalina Condesso
Rita Magalhães
Sem comentários:
Enviar um comentário