quinta-feira, 16 de junho de 2011

Revolução Ipad em destaque na ESEV

No passado dia 9 de Junho comemorou-se na Escola Superior de Educação de Viseu mais um dia dedicado ao curso de Comunicação Social, ministrado neste estabelecimento de ensino.

Realizaram-se vários painéis de formação durante o dia, um dos quais dedicado ao tema Reinventando o Jornalismo: a Revolução Ipad. Este painel foi moderado por Teresa Antas de Barros, coordenadora do curso de Comuicação Social, e teve como convidados Henrique Monteiro, Director do EPublishing do Grupo Impresa e ex Director do Jornal Expresso, e João Luís Campos, director adjunto do Diário de Coimbra, Diário de Viseu e Diário de Leiria.

Após uma breve abordagem às origens da internet e à temática do desenvolvimento e enquadramento das novas tecnologias nas recentes exigências de uma sociedade modernizada e em plena mudança, Henrique Monteiro fez referência ao facto de, na actualidade, a vida ser dominada por ecrãs. Na mais simples actividade do dia-a-dia somos confrontados com a convivência e até dependência de ecrãs, que vão desde a televisão ao ecrã de uma sala de espera numa estação de comboios e até de um electrodoméstico em nossas casas. Deste modo aponta o Ipad como uma espécie de ecrã pessoal, o qual acredita terá um lugar de particular importância no futuro no dia-a-dia de cada um de nós, uma vez que esta nova ferramenta reúne características, como a mobilidade o acesso rápido à internet e a facilidade em partilhar conteúdos entre outros, que “mantendo a revolução não revoluciona os nossos hábitos”.

João Luís Campos, na sua intervenção, estabeleceu a diferença entre a gratuitidade de conteúdos colocados online pelos órgãos de comunicação social e as baixas receitas das assinaturas online. Acrescentou ainda que a nova ferramente Ipad, por ter um custo, é de crucial importância para a imprensa local e para as sua receitas. O jornalista alertou para os perigos da vontade de dar a informação ao minuto, destacando a importância do rigor informativo e factual, que é condição essencial para o bom jornalismo, e esclareceu as diferenças entre o jornalismo do cidadão e jornalismo, sublinhando a função de mediação deste último profissional. Desta forma, a imprensa entra no Ipad com conteúdos fechados. Aponta como outra vantagem do Ipad a sua georeferenciação que poderá permitir ao jornalista determinar o ponto forte da sua notícia.

Numa nova intervenção Henrique Monteiro partilhou com os presentes a sua ideia para o futuro do Ipad. Utilizando um simples cartão que tem na sua carteira explica que este poderá ser um formato escolhido e que com ele poder-se-ão fazer qualquer tipo de operações desde pagar contas a ir ao cinema.

O profissional afirmou que é necessário “separar o jornalismo de ruído”, referindo-se às campanhas negras.

Após dar por concluídas as suas intervenções os convidados mostraram-se disponíveis para responder a algumas questões colocadas pelos presentes. O público questionou os convidados sobre o conceito de mediatismo e as campanhas negras, cujos conhecidos exemplos foram, na nossa sociedade, o caso “freeport”, “casa pia” entre outros. Após algumas considerações e trocas de impressões entre os convidados e o público, todos os presentes tiveram ainda a oportunidade de ouvir testemunhos de jovens estagiários da ESEV e ouvir as suas opiniões e receios relativamente à profissão de jornalista.


Sandra Pereira

Dia da Comunicação Social na ESEV

No passado dia 9 de Junho de 2011, decorreu, mais uma vez, o Dia da Comunicação Social, na ESEV. O dia iniciou-se com uma sessão de abertura presidida pela coordenadora do curso de Comunicação Social, Teresa Antas de Barros, que se fazia acompanhar pela Presidente da Escola, Cristina Gomes e pelas respectivas representantes do Departamento de Línguas, Ana Maria Costa Lopes e Véronique Delplancq.

O evento teve lugar no auditório da ESEV e teve inicio com a visualização de várias curtas-metragens, dialogadas em francês e inglês, realizadas pelos alunos do 2ºano do curso de Comunicação Social. As temáticas foram as mais diversas, nomeadamente, a história do curso e o seu impacto, as redes sociais (Facebook), o alcoolismo, a toxicodependência, a prostituição, os problemas decorrentes da entrada na Universidade, tráfico de órgãos/pessoas, entre outras.

Depois de uma breve pausa para almoço, o dia prosseguiu com um painel dedicado ao tema “Europa das Línguas”, que teve como orador Luís Moreira – Representação da Comissão Europeia em Portugal. Através de um excelente storyboard interactivo, deu-nos a conhecer, primeiramente, a diversidade linguística dos países europeus. Em seguida abordou a importância que as línguas têm, nomeadamente, a nível profissional e pessoal. Por último, fez referência, não só a profissões de relevo a nível do Parlamento Europeu, mais especificamente, tradutores e intérpretes, como também às diversas mobilidades que, como cidadãos e estudantes europeus, podemos realizar, mais concretamente, programas Erasmus e Comenius e estágios na Comissão Europeia.

Ana Seara
Cátia Aires
Neuza Francisco 

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Coelhos e Portas

 A Lua. Fina, sublime, crescente.
O Marquês de Pombal, nobre, estadista português.
1882 e a vontade de erguer o monumento, ano em que 100 anos decorriam desde a sua morte. No entanto, a agitação política da época impedia que se ergue-se o HOMEM.
Mas, o Homem ergue-se cinquenta e dois anos depois. A 13 de Maio de 1834 é inaugurado o monumento - Marquês de Pombal.
Esta podia ser a história do Marquês de Pombal e do reinado de D. José I. Podia, mas...como dizia o nosso amigo Luís Vaz de Camões “Valores mais altos se levantam.”. Ora, valores, valores...isso é discutível.
O que me traz até vós é a situação política actual. Sim, eu sei. Sim, eu compreendo. Estamos todos fartos de política. Mas isso já não é de agora. Toda a nossa vida estivemos. E os nossos antepassados também.
Eu queria tornar isto uma “coisa” engraçada...aí e tal...até queria. Mas a verdade é que a política só tem graça no Parlamento. Sim. Dava um campo de boxe, um torneio de ping-pong ou quiçá um campo de batatas. Batatas?? - pois. De agricultura percebe o “nosso” Paulo Portas, mas outros deputados não se medem aos palmos. Nosso Paulo Portas ?! Sim é verdade, vamos gramar com Portas e Coelhos.
Ontem, saí do metro no Marquês de Pombal. Claro que não foi propositadamente. O vento leva-nos...vai nos levando...
Agitação. Vozes. Os gritos do poder.
Segui em frente. E em frente seguia a multidão.As árvores. A ventania...
As bandeiras quase flutuavam no ar. Bandeiras. Portugal e PSD. O Hino - a composição músical, geralmente para coro, de cariz comunitário: “ HERóIS DO MAR, NOBRE POVO, NAÇÃO VALENTE E IMORTAL. LEVANTAI HOJE DE NOVO O ESPLENDOR DE PORTUGAL.”.
Escreveria até ao entardecer...
Os acontecimentos foram, são e serão surpreendentes.
E o POVO até gosta de surpresas.
Vamos no embalo.
Na agitação das ondas.
Vamos em FRENTE!


Ana Pacheco 

segunda-feira, 30 de maio de 2011

STARTE – O Despoletar de novas experiências


Na passada quarta–feira, dia 25 de Maio, a Escola Superior de Educação de Viseu abriu as portas do seu ginásio a mais uma iniciativa extra curricular: o STARTE, um sarau que decorreu no âmbito do curso de Publicidade e Relações Públicas.

Fazendo jus ao seu lema, “Sempre na brecha, sempre à procura” de novas oportunidades na divulgação do curso, os alunos conceberam o evento com base na eleição do melhor talento nas diversas categorias, desde a música ao entretenimento.

O STARTE prologou diferentes experiências aos alunos da instituição, através de uma pré-selecção dos melhores talentos, dos modelos e apresentadores, como é o caso dos alunos Rosamaria Oliveira de APM e Pedro Moreira de PRP, os apresentadores da noite.

Um ambiente fantástico e imaginário repleto de princesas e domadores de fogo criaram o mote para uma noite recheada de talentos e boa-disposição, abrilhantada pelo ídolo de Portugal, Sandra Pereira.

Agora, findo o êxtase inicial e positivo desta iniciativa, paira no ar o desejo de futuras criações práticas do interesse escolar, por parte dos alunos dos distintos cursos.



Daniela Lourenço
Juliana Pinheiro
Mafalda Martins

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O Regresso do Festival de Curtas de Viseu

“VistaCurta’11”, o festival de curtas de Viseu está de volta e, a exemplo do que aconteceu em 2010, esta nova edição do festival procura uma vez mais divulgar o que de melhor se faz na região ao nível da produção audiovisual. O Cine Clube de Viseu (CCV) pretende receber filmes realizados na região, sobre temas da região ou por autores da região.

Os filmes serão avaliados, pelo júri, nas categorias de ficção, documentário, animação, micro filmes, experimental e filmes de escola.

Todos os interessados devem enviar, até ao dia 31 de Maio, a sua curta juntamente com a ficha de inscrição (disponível para download no site) para EMPÓRIO - Rua Silva Gaio, 29, 3500 – 203 Viseu, ou, Cine Clube de Viseu - Apartado 2102, 3500 – 158 Viseu.

Brevemente, estará disponível uma plataforma online onde será possível visionar os filmes seleccionados e votar. De salientar que qualquer realizador poderá enviar várias obras desde que não ultrapassem os 20 minutos.

Os filmes premiados serão projectados em Julho, na Praça D. Duarte, em Viseu, numa sessão de cinema ao ar livre.

Para mais informações, basta consultar a página do Cine Club Viseu, disponível em http://www.cineclubeviseu.pt/, onde poderá ler o regulamento completo, fazer download da ficha de inscrição e ainda visionar o spot promocional do festival.

Tiago Sousa Pinto

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Entrevista aos Deolinda

Foto: Rita Carmo

CS Informa É a primeira vez que vêm a Viseu? Quais são as expectativas para este concerto?
Deolinda Já tocámos várias vezes em Viseu, mas será a primeira vez na Semana Académica. Juntando, o bem recebido que somos sempre que vamos a Viseu, com a energia de uma Festa de Semana Académica, esperamos um grande público que vamos tentar empolgar com um grande concerto.

CS Informa O vosso site mostra que têm a agenda cheia até o mês de Agosto e a maioria dos concertos serão em semanas académicas por todo país. Consideram que este tipo de público difere muito de um público num coliseu ou um público internacional por exemplo? Se sim, quais são as diferenças que se destacam mais?
Deolinda
Sem dúvida. Um concerto, num espaço fechado como um Coliseu, onde o público está sentado, é mais intimista. O repertório é diferente: músicas com um tempo mais lento, onde a escuta é mais atenta ao pormenor. Nas Semanas Académicas, em espaços ao ar livre ou com público de pé, exige uma outra energia, naturalmente e em resposta ao público, “puxamos” as músicas para um tempo mais acima. No estrangeiro não é muito diferente de Portugal, só por dizer que não entendem a língua e não cantam connosco, mas sentimos sempre a mesma energia entre nós e o público.

CS Informa Quem ouve as vossas músicas pela primeira vez tem a impressão de ser um fado numa versão mais “alegre”, uma vez que o vosso estilo difere um pouco do fado tradicional. Com base nisso quais são os maiores objectivos dos Deolinda e como surgiu o grupo?
Deolinda
O fado faz parte do nosso ADN. Fomos embalados em pequenos com ele. Familiares e amigos cantavam-no. Talvez por isso, o fado transpareça nas nossas músicas. Mas além do fado, existem também ecos de outras músicas, também portuguesas, as canções populares e tradicionais de algumas regiões do país. Sem esquecer os cantautores portugueses que sempre nos inspiraram. Sobretudo tentamos fazer música popular portuguesa, original e que seja actual. Foi esse o propósito com que nos juntamos e continua a ser a razão pela qual continuamos a trabalhar.

CS Informa Porquê “Deolinda”?
Deolinda
O nome Deolinda surgiu porque o grupo de canções que tínhamos na altura remetia para um imaginário feminino e achámos que seria engraçado criar uma personagem que representasse esse imaginário. O Luís, na altura, sugeriu Ivone, mas o Zé Pedro rematou logo com o nome Deolinda e ganhou.

CS Informa A canção “Parva que Sou” teve uma enorme repercussão, logo no dia a seguir a apresentação no Coliseu do Porto o vídeo no YouTube já tinha milhares de visualizações. Todo este sucesso foi uma grande surpresa para vocês ou já estavam a contar com esta aceitação por parte das pessoas?
Deolinda
Foi uma surpresa. Tínhamos ideia que algumas pessoas talvez se identificassem com o tema, mas toda esta repercussão que a canção tomou, estávamos longe de imaginar. A experiência dos Coliseus, com o público a reagir frase a frase de forma tão entusiástica a uma canção que estava a ser tocada pela primeira vez foi, sem dúvida, uma daquelas experiências que nunca iremos esquecer.

CS Informa Esta canção foi como um acordar de uma geração silenciosa, que pouco depois deu origem aos protestos da “geração à rasca”. Face a isto, sentem-se como os impulsionadores desta geração e destes protesto que se espalharam por todo país?
Deolinda
A dimensão mediática que canção teve, talvez tenha chamado a atenção de muita gente para a questão da precariedade laboral da juventude e recém-licenciados, mas o problema já existia antes da canção e já havia movimentos e protestos no sentido de alertar para este problema. Se a canção for um pretexto para que se debata a questão e se encontrem soluções, ficamos muito felizes por podermos dar o nosso contributo.

Thais Rosa Soares
Fábio Leite