No passado dia 9 de Junho comemorou-se na Escola Superior de Educação de Viseu mais um dia dedicado ao curso de Comunicação Social, ministrado neste estabelecimento de ensino.
Realizaram-se vários painéis de formação durante o dia, um dos quais dedicado ao tema Reinventando o Jornalismo: a Revolução Ipad. Este painel foi moderado por Teresa Antas de Barros, coordenadora do curso de Comuicação Social, e teve como convidados Henrique Monteiro, Director do EPublishing do Grupo Impresa e ex Director do Jornal Expresso, e João Luís Campos, director adjunto do Diário de Coimbra, Diário de Viseu e Diário de Leiria.
Após uma breve abordagem às origens da internet e à temática do desenvolvimento e enquadramento das novas tecnologias nas recentes exigências de uma sociedade modernizada e em plena mudança, Henrique Monteiro fez referência ao facto de, na actualidade, a vida ser dominada por ecrãs. Na mais simples actividade do dia-a-dia somos confrontados com a convivência e até dependência de ecrãs, que vão desde a televisão ao ecrã de uma sala de espera numa estação de comboios e até de um electrodoméstico em nossas casas. Deste modo aponta o Ipad como uma espécie de ecrã pessoal, o qual acredita terá um lugar de particular importância no futuro no dia-a-dia de cada um de nós, uma vez que esta nova ferramenta reúne características, como a mobilidade o acesso rápido à internet e a facilidade em partilhar conteúdos entre outros, que “mantendo a revolução não revoluciona os nossos hábitos”.
João Luís Campos, na sua intervenção, estabeleceu a diferença entre a gratuitidade de conteúdos colocados online pelos órgãos de comunicação social e as baixas receitas das assinaturas online. Acrescentou ainda que a nova ferramente Ipad, por ter um custo, é de crucial importância para a imprensa local e para as sua receitas. O jornalista alertou para os perigos da vontade de dar a informação ao minuto, destacando a importância do rigor informativo e factual, que é condição essencial para o bom jornalismo, e esclareceu as diferenças entre o jornalismo do cidadão e jornalismo, sublinhando a função de mediação deste último profissional. Desta forma, a imprensa entra no Ipad com conteúdos fechados. Aponta como outra vantagem do Ipad a sua georeferenciação que poderá permitir ao jornalista determinar o ponto forte da sua notícia.
Numa nova intervenção Henrique Monteiro partilhou com os presentes a sua ideia para o futuro do Ipad. Utilizando um simples cartão que tem na sua carteira explica que este poderá ser um formato escolhido e que com ele poder-se-ão fazer qualquer tipo de operações desde pagar contas a ir ao cinema.
O profissional afirmou que é necessário “separar o jornalismo de ruído”, referindo-se às campanhas negras.
Após dar por concluídas as suas intervenções os convidados mostraram-se disponíveis para responder a algumas questões colocadas pelos presentes. O público questionou os convidados sobre o conceito de mediatismo e as campanhas negras, cujos conhecidos exemplos foram, na nossa sociedade, o caso “freeport”, “casa pia” entre outros. Após algumas considerações e trocas de impressões entre os convidados e o público, todos os presentes tiveram ainda a oportunidade de ouvir testemunhos de jovens estagiários da ESEV e ouvir as suas opiniões e receios relativamente à profissão de jornalista.
Sandra Pereira
Blog informativo dos alunos de Comunicação Social da Escola Superior de Educação de Viseu
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Dia da Comunicação Social na ESEV
No passado dia 9 de Junho de 2011, decorreu, mais uma vez, o Dia da Comunicação Social, na ESEV. O dia iniciou-se com uma sessão de abertura presidida pela coordenadora do curso de Comunicação Social, Teresa Antas de Barros, que se fazia acompanhar pela Presidente da Escola, Cristina Gomes e pelas respectivas representantes do Departamento de Línguas, Ana Maria Costa Lopes e Véronique Delplancq.
O evento teve lugar no auditório da ESEV e teve inicio com a visualização de várias curtas-metragens, dialogadas em francês e inglês, realizadas pelos alunos do 2ºano do curso de Comunicação Social. As temáticas foram as mais diversas, nomeadamente, a história do curso e o seu impacto, as redes sociais (Facebook), o alcoolismo, a toxicodependência, a prostituição, os problemas decorrentes da entrada na Universidade, tráfico de órgãos/pessoas, entre outras.
Depois de uma breve pausa para almoço, o dia prosseguiu com um painel dedicado ao tema “Europa das Línguas”, que teve como orador Luís Moreira – Representação da Comissão Europeia em Portugal. Através de um excelente storyboard interactivo, deu-nos a conhecer, primeiramente, a diversidade linguística dos países europeus. Em seguida abordou a importância que as línguas têm, nomeadamente, a nível profissional e pessoal. Por último, fez referência, não só a profissões de relevo a nível do Parlamento Europeu, mais especificamente, tradutores e intérpretes, como também às diversas mobilidades que, como cidadãos e estudantes europeus, podemos realizar, mais concretamente, programas Erasmus e Comenius e estágios na Comissão Europeia.
O evento teve lugar no auditório da ESEV e teve inicio com a visualização de várias curtas-metragens, dialogadas em francês e inglês, realizadas pelos alunos do 2ºano do curso de Comunicação Social. As temáticas foram as mais diversas, nomeadamente, a história do curso e o seu impacto, as redes sociais (Facebook), o alcoolismo, a toxicodependência, a prostituição, os problemas decorrentes da entrada na Universidade, tráfico de órgãos/pessoas, entre outras.
Depois de uma breve pausa para almoço, o dia prosseguiu com um painel dedicado ao tema “Europa das Línguas”, que teve como orador Luís Moreira – Representação da Comissão Europeia em Portugal. Através de um excelente storyboard interactivo, deu-nos a conhecer, primeiramente, a diversidade linguística dos países europeus. Em seguida abordou a importância que as línguas têm, nomeadamente, a nível profissional e pessoal. Por último, fez referência, não só a profissões de relevo a nível do Parlamento Europeu, mais especificamente, tradutores e intérpretes, como também às diversas mobilidades que, como cidadãos e estudantes europeus, podemos realizar, mais concretamente, programas Erasmus e Comenius e estágios na Comissão Europeia.
Ana Seara
Cátia Aires
Neuza Francisco
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Coelhos e Portas
A Lua. Fina, sublime, crescente.
O Marquês de Pombal, nobre, estadista português.
1882 e a vontade de erguer o monumento, ano em que 100 anos decorriam desde a sua morte. No entanto, a agitação política da época impedia que se ergue-se o HOMEM.
Mas, o Homem ergue-se cinquenta e dois anos depois. A 13 de Maio de 1834 é inaugurado o monumento - Marquês de Pombal.
Esta podia ser a história do Marquês de Pombal e do reinado de D. José I. Podia, mas...como dizia o nosso amigo Luís Vaz de Camões “Valores mais altos se levantam.”. Ora, valores, valores...isso é discutível.
O que me traz até vós é a situação política actual. Sim, eu sei. Sim, eu compreendo. Estamos todos fartos de política. Mas isso já não é de agora. Toda a nossa vida estivemos. E os nossos antepassados também.
Eu queria tornar isto uma “coisa” engraçada...aí e tal...até queria. Mas a verdade é que a política só tem graça no Parlamento. Sim. Dava um campo de boxe, um torneio de ping-pong ou quiçá um campo de batatas. Batatas?? - pois. De agricultura percebe o “nosso” Paulo Portas, mas outros deputados não se medem aos palmos. Nosso Paulo Portas ?! Sim é verdade, vamos gramar com Portas e Coelhos.
Ontem, saí do metro no Marquês de Pombal. Claro que não foi propositadamente. O vento leva-nos...vai nos levando...
Agitação. Vozes. Os gritos do poder.
Segui em frente. E em frente seguia a multidão.As árvores. A ventania...
As bandeiras quase flutuavam no ar. Bandeiras. Portugal e PSD. O Hino - a composição músical, geralmente para coro, de cariz comunitário: “ HERóIS DO MAR, NOBRE POVO, NAÇÃO VALENTE E IMORTAL. LEVANTAI HOJE DE NOVO O ESPLENDOR DE PORTUGAL.”.
Escreveria até ao entardecer...
Os acontecimentos foram, são e serão surpreendentes.
E o POVO até gosta de surpresas.
Vamos no embalo.
Na agitação das ondas.
Vamos em FRENTE!
Ana Pacheco
O Marquês de Pombal, nobre, estadista português.
1882 e a vontade de erguer o monumento, ano em que 100 anos decorriam desde a sua morte. No entanto, a agitação política da época impedia que se ergue-se o HOMEM.
Mas, o Homem ergue-se cinquenta e dois anos depois. A 13 de Maio de 1834 é inaugurado o monumento - Marquês de Pombal.
Esta podia ser a história do Marquês de Pombal e do reinado de D. José I. Podia, mas...como dizia o nosso amigo Luís Vaz de Camões “Valores mais altos se levantam.”. Ora, valores, valores...isso é discutível.
O que me traz até vós é a situação política actual. Sim, eu sei. Sim, eu compreendo. Estamos todos fartos de política. Mas isso já não é de agora. Toda a nossa vida estivemos. E os nossos antepassados também.
Eu queria tornar isto uma “coisa” engraçada...aí e tal...até queria. Mas a verdade é que a política só tem graça no Parlamento. Sim. Dava um campo de boxe, um torneio de ping-pong ou quiçá um campo de batatas. Batatas?? - pois. De agricultura percebe o “nosso” Paulo Portas, mas outros deputados não se medem aos palmos. Nosso Paulo Portas ?! Sim é verdade, vamos gramar com Portas e Coelhos.
Ontem, saí do metro no Marquês de Pombal. Claro que não foi propositadamente. O vento leva-nos...vai nos levando...
Agitação. Vozes. Os gritos do poder.
Segui em frente. E em frente seguia a multidão.As árvores. A ventania...
As bandeiras quase flutuavam no ar. Bandeiras. Portugal e PSD. O Hino - a composição músical, geralmente para coro, de cariz comunitário: “ HERóIS DO MAR, NOBRE POVO, NAÇÃO VALENTE E IMORTAL. LEVANTAI HOJE DE NOVO O ESPLENDOR DE PORTUGAL.”.
Escreveria até ao entardecer...
Os acontecimentos foram, são e serão surpreendentes.
E o POVO até gosta de surpresas.
Vamos no embalo.
Na agitação das ondas.
Vamos em FRENTE!
Ana Pacheco
sexta-feira, 3 de junho de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
STARTE – O Despoletar de novas experiências
Na passada quarta–feira, dia 25 de Maio, a Escola Superior de Educação de Viseu abriu as portas do seu ginásio a mais uma iniciativa extra curricular: o STARTE, um sarau que decorreu no âmbito do curso de Publicidade e Relações Públicas.
Fazendo jus ao seu lema, “Sempre na brecha, sempre à procura” de novas oportunidades na divulgação do curso, os alunos conceberam o evento com base na eleição do melhor talento nas diversas categorias, desde a música ao entretenimento.
O STARTE prologou diferentes experiências aos alunos da instituição, através de uma pré-selecção dos melhores talentos, dos modelos e apresentadores, como é o caso dos alunos Rosamaria Oliveira de APM e Pedro Moreira de PRP, os apresentadores da noite.
Um ambiente fantástico e imaginário repleto de princesas e domadores de fogo criaram o mote para uma noite recheada de talentos e boa-disposição, abrilhantada pelo ídolo de Portugal, Sandra Pereira.
Agora, findo o êxtase inicial e positivo desta iniciativa, paira no ar o desejo de futuras criações práticas do interesse escolar, por parte dos alunos dos distintos cursos.
Daniela Lourenço
Juliana Pinheiro
Mafalda Martins
segunda-feira, 9 de maio de 2011
O Regresso do Festival de Curtas de Viseu
“VistaCurta’11”, o festival de curtas de Viseu está de volta e, a exemplo do que aconteceu em 2010, esta nova edição do festival procura uma vez mais divulgar o que de melhor se faz na região ao nível da produção audiovisual. O Cine Clube de Viseu (CCV) pretende receber filmes realizados na região, sobre temas da região ou por autores da região.
Os filmes serão avaliados, pelo júri, nas categorias de ficção, documentário, animação, micro filmes, experimental e filmes de escola.
Todos os interessados devem enviar, até ao dia 31 de Maio, a sua curta juntamente com a ficha de inscrição (disponível para download no site) para EMPÓRIO - Rua Silva Gaio, 29, 3500 – 203 Viseu, ou, Cine Clube de Viseu - Apartado 2102, 3500 – 158 Viseu.
Brevemente, estará disponível uma plataforma online onde será possível visionar os filmes seleccionados e votar. De salientar que qualquer realizador poderá enviar várias obras desde que não ultrapassem os 20 minutos.
Os filmes premiados serão projectados em Julho, na Praça D. Duarte, em Viseu, numa sessão de cinema ao ar livre.
Para mais informações, basta consultar a página do Cine Club Viseu, disponível em http://www.cineclubeviseu.pt/, onde poderá ler o regulamento completo, fazer download da ficha de inscrição e ainda visionar o spot promocional do festival.
Tiago Sousa Pinto
Os filmes serão avaliados, pelo júri, nas categorias de ficção, documentário, animação, micro filmes, experimental e filmes de escola.
Todos os interessados devem enviar, até ao dia 31 de Maio, a sua curta juntamente com a ficha de inscrição (disponível para download no site) para EMPÓRIO - Rua Silva Gaio, 29, 3500 – 203 Viseu, ou, Cine Clube de Viseu - Apartado 2102, 3500 – 158 Viseu.
Brevemente, estará disponível uma plataforma online onde será possível visionar os filmes seleccionados e votar. De salientar que qualquer realizador poderá enviar várias obras desde que não ultrapassem os 20 minutos.
Os filmes premiados serão projectados em Julho, na Praça D. Duarte, em Viseu, numa sessão de cinema ao ar livre.
Para mais informações, basta consultar a página do Cine Club Viseu, disponível em http://www.cineclubeviseu.pt/, onde poderá ler o regulamento completo, fazer download da ficha de inscrição e ainda visionar o spot promocional do festival.
Tiago Sousa Pinto
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Entrevista aos Deolinda
CS Informa É a primeira vez que vêm a Viseu? Quais são as expectativas para este concerto?
Deolinda Já tocámos várias vezes em Viseu, mas será a primeira vez na Semana Académica. Juntando, o bem recebido que somos sempre que vamos a Viseu, com a energia de uma Festa de Semana Académica, esperamos um grande público que vamos tentar empolgar com um grande concerto.
CS Informa O vosso site mostra que têm a agenda cheia até o mês de Agosto e a maioria dos concertos serão em semanas académicas por todo país. Consideram que este tipo de público difere muito de um público num coliseu ou um público internacional por exemplo? Se sim, quais são as diferenças que se destacam mais?
Deolinda Sem dúvida. Um concerto, num espaço fechado como um Coliseu, onde o público está sentado, é mais intimista. O repertório é diferente: músicas com um tempo mais lento, onde a escuta é mais atenta ao pormenor. Nas Semanas Académicas, em espaços ao ar livre ou com público de pé, exige uma outra energia, naturalmente e em resposta ao público, “puxamos” as músicas para um tempo mais acima. No estrangeiro não é muito diferente de Portugal, só por dizer que não entendem a língua e não cantam connosco, mas sentimos sempre a mesma energia entre nós e o público.
CS Informa Quem ouve as vossas músicas pela primeira vez tem a impressão de ser um fado numa versão mais “alegre”, uma vez que o vosso estilo difere um pouco do fado tradicional. Com base nisso quais são os maiores objectivos dos Deolinda e como surgiu o grupo?
Deolinda O fado faz parte do nosso ADN. Fomos embalados em pequenos com ele. Familiares e amigos cantavam-no. Talvez por isso, o fado transpareça nas nossas músicas. Mas além do fado, existem também ecos de outras músicas, também portuguesas, as canções populares e tradicionais de algumas regiões do país. Sem esquecer os cantautores portugueses que sempre nos inspiraram. Sobretudo tentamos fazer música popular portuguesa, original e que seja actual. Foi esse o propósito com que nos juntamos e continua a ser a razão pela qual continuamos a trabalhar.
CS Informa Porquê “Deolinda”?
Deolinda O nome Deolinda surgiu porque o grupo de canções que tínhamos na altura remetia para um imaginário feminino e achámos que seria engraçado criar uma personagem que representasse esse imaginário. O Luís, na altura, sugeriu Ivone, mas o Zé Pedro rematou logo com o nome Deolinda e ganhou.
CS Informa A canção “Parva que Sou” teve uma enorme repercussão, logo no dia a seguir a apresentação no Coliseu do Porto o vídeo no YouTube já tinha milhares de visualizações. Todo este sucesso foi uma grande surpresa para vocês ou já estavam a contar com esta aceitação por parte das pessoas?
Deolinda Foi uma surpresa. Tínhamos ideia que algumas pessoas talvez se identificassem com o tema, mas toda esta repercussão que a canção tomou, estávamos longe de imaginar. A experiência dos Coliseus, com o público a reagir frase a frase de forma tão entusiástica a uma canção que estava a ser tocada pela primeira vez foi, sem dúvida, uma daquelas experiências que nunca iremos esquecer.
CS Informa Esta canção foi como um acordar de uma geração silenciosa, que pouco depois deu origem aos protestos da “geração à rasca”. Face a isto, sentem-se como os impulsionadores desta geração e destes protesto que se espalharam por todo país?
Deolinda A dimensão mediática que canção teve, talvez tenha chamado a atenção de muita gente para a questão da precariedade laboral da juventude e recém-licenciados, mas o problema já existia antes da canção e já havia movimentos e protestos no sentido de alertar para este problema. Se a canção for um pretexto para que se debata a questão e se encontrem soluções, ficamos muito felizes por podermos dar o nosso contributo.
Thais Rosa Soares
Fábio Leite
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Fernando Rodrigues apresentou novas “trends” para 2010/2122
No âmbito da comemoração dos vinte e oito anos da Escola Superior de Educação de Viseu, desenvolveram-se nove painéis de formação e profissão (networks) subordinados aos temas cuja matriz suporta os diversos cursos de primeiro e segundo ciclo desta unidade orgânica.
No que respeita ao curso de Comunicação Social e ao mestrado de Comunicação e Marketing, o tema explorado foi o Neuromarketing, tendo para este efeito sido convidado Fernando Rodrigues num painel moderado por Teresa Antas Barros, coordenadora do curso de Comunicação Social.
Após um breve enquadramento do tema e da apresentação, a cargo do convidado, os presentes foram interpelados com a questão: “o que é, e para que serve o neuromarketing?”.
O director da Psicossoma explicou que o neuromarketing estuda a mente do consumidor, e de forma a contextualizar a temática recorreu à apresentação de um vídeo que espelha as diferenças entre a publicidade anterior ao aparecimento da televisão e a publicidade actual, sublinhando a importância do surgimento de um novo canal de comunicação que é hoje a Internet. Neste contexto e, numa era de cepticismo onde já se torna difícil chegar ao cliente, referiu os estudos desenvolvidos por António Damásio, na área do marketing, cruciais na tentativa de colmatar a necessidade de observar os aspectos técnicos do marketing.
Numa demonstração coesa e coerente apresentou alguns exemplos, recorrendo a imagens e vídeos, que pretendem demonstrar como o cérebro humano e as diferentes áreas que o compõem são, por si só, responsáveis por estímulos, desejos, medos e significados pessoais, que devidamente explorados pelo marketeer podem levar o consumidor a optar por determinada marca em detrimento de outra. Apresentou como exemplo o “trailer” de um dos mais recentes êxitos de bilheteira cinematográfica, o filme Avatar. Explicou que foram seguidas várias técnicas de marketing que utilizam o tipo de música, a cor e mensagens subliminares de forma a estas conseguirem produzir um determinado efeito no cérebro do telespectador, sempre com o propósito de atingir o objectivo final, a venda.
No decorrer deste painel Fernando Rodrigues dinamizou a sua comunicação com a utilização de exercícios que demonstram aos presentes a previsibilidade da mente humana e, contrariamente ao que vulgarmente se pensa, o forte condicionamento a que todas as nossas decisões estão sujeitas quando oportunamente aproveitadas pela publicidade.
Enfatizando a grande susceptibilidade de alteração das tendências, e a sua relevância na utilização das técnicas publicitárias, introduziu as “trends” para o ano de 2010/2011 recorrendo a apresentações em power point nas quais são visíveis imagens do cérebro humano que aparecem destacadas conforme as várias situações a que são sujeitas.
Com a utilização de cognomes, como por exemplo, “o nostálgico”, nome atribuído ao Hipocampo, que explicou ser a zona do cérebro responsável pelas memórias do indivíduo, e que associa à utilização do facebook, pretende simplificar a compreensão das diferentes tendências a ter em conta e que surgem como que personificações das zonas cerebrais envolvidas nos diferentes processos. Fernando Rodrigues exemplificou de forma exímia como todo o processo químico cerebral é responsável pelas nossas decisões, estados de espírito, fontes de insatisfação e desejo, tal como a identificação das tendências a ter em conta na prossecução do objectivo do publicitário. Desta forma e, utilizando sempre como exemplos, situações actuais e hábitos vulgarmente partilhados por todos, como a utilização das redes sociais, conseguiu levar os presentes a perceber que qualquer processo de produção publicitária, marketing ou promoção envolve um estudo prévio, fundamentado e elaborado de forma propositada, que tem como objectivo final a persuasão do consumidor e por conseguinte a venda.
Sandra Pereira
Nuno Lopes
Carina Paulo
Rosalina Condesso
Rita Magalhães
Exposição MTV Toy no Fórum de Viseu
A celebrar o 7.º aniversário da MTV, artistas foram desafiados a personalizar o MTV Toy. Como resultado surge a exposição que se encontra pela primeira vez em digressão pelo país.
Representando o canal televisivo, este simples boneco, peça em faiança (de origem nacional), está disponível a todo um público em geral nos Centros Comerciais da Multi Mall Management.
Bandas como Buraka Som Sistema, David Fonseca, Fonzie, Klepht, e artistas gráficos como Add Fuel To The Fire, Hayes, Klit, entre outros, personalizaram esta peça de barro e assim demonstraram a sua criatividade tornando-a única.
Neste evento, que decorre até 10 de Abril no Fórum de Viseu, não só nos é possível visualizar as diversas personalizações dos artistas, como também participar num passatempo. Este tem como objectivo decorar a frente do MTV Toy habilitando-se o autor do trabalho mais criativo a receber um MMM gift card com 100 euros e a ser um dos três vencedores entre todos os Centros Comerciais.
Ficam as datas das Exposições MTV TOY:
- Espaço Guimarães - de 15 Março a 27 Março
- Fórum Viseu - de 29 Março a 10 Abril
- Fórum Coimbra - de 12 Abril a 24 Abril
- Fórum Aveiro - de 26 Abril a 08 de Maio
- Fórum Algarve - de 10 Maio a 22 Maio
- Fórum Sintra - de 24 Maio a 05 Junho
- Fórum Madeira - de 16 Junho a 28 Junho
- Armazéns do Chiado - de 07 Julho a 19 Julho
Nuno Caiado
Sara Carvalho
quinta-feira, 31 de março de 2011
Jean-Luc Godard em Abril no CCV

“For the love of Godard”. É com este título sugestivo e de forma carinhosa que o Cine Club Viseu (CCV) chama a atenção para um dos maiores cineastas de sempre, Jean Luc-Godard.
É já em Abril, que o CCV reserva duas sessões especiais dedicadas a um dos principais nomes da “Nouvelle Vague”. Dia 5 de Abril, com a projecção de “Film Socialisme”, e 12 de Abril com a exibição do documentário “Os 2 da (nova) vaga”, de Emmanuel Laurent e argumento de Antoine de Baecque.
Depois da estreia em Portugal de “Film Socialisme”, na Culturgest, em Lisboa, e na Fundação de Serralves, no Porto, chega a vez de o CCV exibir a mais recente obra de Godard. Uma reflexão sobre o destino da nova Europa. Considerado por alguns críticos como um filme controverso e provocador, “Film Socialisme” tem gerado polémica um pouco por todo o mundo.
Na semana seguinte, o destaque recai sobre “Os 2 da (nova) vaga”. Um documentário em celebração aos 50 da Nouvelle Vague, o movimento artístico do cinema francês que surgiu como uma oposição às regras tradicionais aceites para o cinema mais comercial. De forma organizada e com um vasto material de arquivo, o documentário acompanha a história e desenvolvimento da Nouvelle Vague tendo por base os dois cineastas mais importantes do movimento, Jean-Luc Godard e François Truffaut.
Uma sessão-dupla a não perder, tanto para quem acompanha o cineasta desde os anos 60, como para novas gerações que o descobrem pela primeira vez.
Para mais informações basta consultar a página do Cine Club Viseu, disponível em http://www.cineclubeviseu.pt/.
Tiago Sousa Pinto
quarta-feira, 23 de março de 2011
Fernando Nobre inaugurou comemorações do 28.º aniversário da ESEV
No âmbito das comemorações do seu 28º aniversário, a Escola Superior de Educação de Viseu promoveu uma conferência intitulada “Aprendizagem da Profissão e construção do Pensamento Crítico” da qual foi orador Fernando Nobre
As comemorações do aniversário da Escola Superior de Educação de Viseu iniciaram esta quarta-feira, numa sessão que contou com a presença do Presidente do Instituto Politécnico de Viseu, Fernando Rodrigues Sebastião, a Presidente da Escola Superior de Educação, Cristina Gomes, a presidente do Conselho Pedagógico, o presidente da Associação de Estudantes e a figura central da Conferência, o Dr. Fernando Nobre.
A conferência “Aprendizagem da Profissão e construção do Pensamento Crítico” centralizou os discursos numa perspectiva de globalização, que acentua a necessidade de um desenvolvimento cívico que acompanhe o progresso. Numa altura em que a produção de riqueza é considerável, «torna-se urgente ponderar a tamanha disparidade vivida nos nossos dias». Esta foi a mensagem deixada pelo ex-candidato às presidenciais, Fernando Nobre, que apresentou um currículo notável no que respeita acções e participações comunitárias e de cariz social. Falar da cidadania na era da globalização foi um tema à medida para o convidado, que dedicou os últimos 40 anos às questões humanitárias.
As finanças estão numa curva descendente acelerada e altamente preocupante, sendo que para contornar a situação o orador apela a uma união da sociedade e a uma valorização do ser enquanto actor social, com actividades cívicas que apoiem o crescimento, não apenas económico, mas também, um crescimento ao nível da partilha e das acções sociais.
Muitas foram as questões colocadas pelos alunos da instituição que, apesar do tema da conferência, não resistiram em contornar a situação, chamando à conversa a politica e a crise económica que Portugal atravessa.
Algumas foram as críticas apontadas e a comparação fez-se numa ordem de sobreposição: «as finanças sobrepuseram-se à economia real, a economia real sobrepôs-se à política que se sobrepôs ao social que por sua vez se sobrepôs aos valores». Construiu-se neste pilar uma sociedade acelerada num percurso que apenas podia culminar na panorâmica da nossa sociedade actual. As consequências são visíveis e manifestas na degradação do planeta e onde os desafios globais estão fora do controlo.
A solução passa pela recolocação das primazias no seu devido lugar e a reversão dos mecanismos de sobreposição.
Desafios como a diminuição da pobreza, da fome, do desemprego e das questões precárias, são um dos objectivos do milénio aprovados por todos os chefes de Estado em Nova Ioque no ano 2000. Esta é uma temática de importância social que a ESEV promoveu ao longo desta quarta-feira, dia do seu 28 aniversário.
As comemorações prolongam-se até ao dia 30 de Março e contam com a presença do professor catedrático, Adalberto Carvalho, entre muitos outros convidados que, ao longo das sessões, partilharão o conhecimento nas áreas do marketing, das artes, das ciências sociais e das net works. Decorrerá ainda a exposição de Posters Científicos temáticos, que contam com a participação de alunos, professores e funcionários. O ciclo de actividades termina no dia 30 com a Banda Juvenil do Lar de Santo António.
A ESEV está de Parabéns pelo seu 28º aniversário e pela iniciativa que faz jus ao seu nome, copulando uma marca de empreendedorismo e de espírito de iniciativa.
Nanci Santos
Jorge Graça
terça-feira, 22 de março de 2011
O novo rosto na Associação de Estudantes ESEV
Em 2011, a AEESEV poderá contar com a recém chegada lista C. José Martins, presidente eleito, irá dar voz aos estudantes num novo mandato escolar.
Bastaram 58 votos de diferença para o ex-presidente da antiga Associação de Estudantes (AE), Guilherme Figueiredo, confirmar um balanço positivo do trabalho realizado na AE em 2010. De facto, isto confirmou-se: «no ano passado criamos mais proximidade com os alunos da ESEV, a prova disso foi ganhar pela segunda vez as eleições».
Actualmente, Guilherme Figueiredo irá prescindir da direcção geral da AE para se tornar presidente do conselho jurisdicional, mas durante o ano de 2010 foi um dos principais responsáveis pela reestruturação da associação, que contou com um aspecto visual renovado, um novo logótipo, novas campanhas, concursos, conferências e workshops, além da prestação de ajuda social aos alunos.
«Queremos mais C!» foi o grito de guerra da actual campanha, que se fez durante o mês de Março de 2011 e que deu a vitória no passado dia 17 à lista C . A aposta faz-se alta naquilo que foi o trabalho da AEESEV durante o ano de 2010.
Desta vez sobre a batuta de José Martins, a direcção geral de alunos da lista C propõe novos objectivos, como a criação de bolsas de voluntariado, onde se faz ponte de recrutamento entre voluntários e possíveis associações, e a bolsa de emprego da AEESEV, que será uma base de dados que permitirá descarregar currículos de alunos que buscam emprego, além do ambicioso projecto de um curso intensivo de línguas, fins-de-semana radicais, lipdubs e um upgrade do canal de televisivo.
Em tempo de forte aperto no cinto dos portugueses e de frigidez económica, o associativismo afigura-se a melhor maneira de contornar os problemas. O papel social de representar centenas de alunos e defender os seus interesses socioeconómicos começa a fazer mais sentido com a criação de um fundo de apoio ao estudante por parte da Associação Académica de Viseu: «Todos os alunos da ESEV que se virem privados de refeições, dinheiro, material escolar, a partir de Setembro de 2012 poderão contar com o apoio do Fundo do Apoio ao Estudante». Neste momento a iniciativa «está a recolher fundos, para depois entrar em pleno funcionamento».
Para além deste fundo, o papel de intervenção social da AE também se tem feito com parceria com a Federação Académica e a Federação Nacional de Associações do Ensino Superior Politécnico, que reúne com todos os membros das escolas do ensino superior. E são precisamente estas federações «que têm o poder de falar com os secretários de Estado e ministro do Ensino Superior para problemas que enfrentamos na distribuição de verbas da acção social».
Apoiar os alunos da ESEV e optimizar a sua estadia dentro do decurso da licenciatura ou mestrados é uma missão que já foi desenhada desde 20 de Abril de 1987 e este apoio tem-se mantido desde então.
A associação arranja «kits caloiros» com mapas de orientação da cidade de Viseu e, além disso, guia os alunos durante o seu primeiro semestre na faculdade, com horários para esclarecimento de qualquer tipo de dúvidas, dicas para arranjar casas e faculta aos alunos de ERASMUS tutores e outros tipos de serviço de apoio.
«Optimizar a estadia dos alunos na faculdade» é o grande objectivo do mandato de 2011 da lista C, num ano em que o actual governo e suas medidas redutoras são um entrave para qualquer aluno do ensino superior e a actual situação de desemprego aflige milhões de jovens por todo o país. A criação de bolsas de emprego que possam orientar estudantes a encontrar o seu primeiro trabalho ou o desenvolvimento de competências sociais como promoção do voluntariado tem sido soluções encontradas para os actuais problemas mas também «são muito importantes para a construção da nossa escola».
Diana Melo
Diana_melo10@hotmail.com
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